Arquivo para Á pratica de esportes deve começar pelos pequenos

O esporte e as crianças

A prática de esportes desde a infância traz benefícios para toda a vida e evita problemas que podem vir a aparecer somente na fase adulta. “O esporte é uma fonte rica em relacionamentos e ótimo para a saúde física e mental. Distúrbios futuros como altos níveis de colesterol, problemas de pressão e, em alguns casos, dificuldades de relacionar-se em grupo podem ser evitados com a prática de algum esporte pela criança”, avisa João Ricardo Cozac.

Tempo nunca é demais na hora de decidir a modalidade a seguir

Sem pressa e sem pressão. Escolher o esporte que seu filho irá praticar no futuro deve ser uma tarefa criteriosa. Individuais ou coletivos, lutas, danças… um grande número de possibilidades deve ser levado em consideração. E a participação efetiva dos pais é ajuda indispensável.

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Crianças e Esportes, uma Questão de Entrosamento

Seja para ocupar a vida dos filhos enquanto os pais trabalham, seja para manter os jovens em um ambiente saudável e longe das drogas ou ainda para iniciar a criança em uma atividade física, o esporte se faz cada vez mais presente. Clubes, academias, escolinhas… os locais para a prática e as modalidades oferecidas são tantos que os pais podem se perder na hora da escolha. Mas como matricular seu filho no esporte adequado? Psicólogos alertam para os perigos de obrigar as crianças a fazer o que não querem e sugerem como os pais devem proceder para não forçar a barra. Até porque nem todo mundo vai ser um Ronaldinho, um Gustavo Kuerten, uma Ana Moser, um Fernando Scherer ou uma Hortência. Pode até ser que seu filho venha a ser um grande atleta, mas isso vai depender apenas da aptidão e esforço do praticante.

Um dos problemas relacionados ao esporte e que envolve pais e filhos é a falta de tempo. Hoje, é comum que pai e mãe trabalhem fora e, com isso, tenham pouco tempo para as crianças. A solução para muitos pais é encher o pequeno de atividades para que ele não fique sozinho e se mantenha ocupado. E uma das atividades é a prática do esporte. Mas cuidado: é fundamental procurar saber o gosto de seu filho, entendê-lo e respeitá-lo. A pior coisa que pode acontecer é a criança ser obrigada a praticar determinado esporte.

“É importante um diálogo franco e aberto, em que os pais se mostrem realmente curiosos para conhecer e contribuir para o autoconhecimento de seus filhos”, explica Andréa Miranda, psicóloga especializada em esporte e com passagens por várias equipes das Forças Armadas, seleção brasileira de tênis de mesa e divisões amadoras de futebol do Fluminense.

Pais frustrados podem afastar as crianças do esporte

Uma situação perigosa e nem tão rara assim ocorre quando os pais, em função de alguma frustração ou vontade pessoal, não só determinam qual esporte seu filho irá praticar como também exigem um desempenho de alto nível. Alguns até mesmo fazem pressão para que a criança alcance bons resultados em competições.

“Ao projetar seus desejos nos filhos, os pais certamente estarão deixando de vê-los como eles realmente são e o que realmente desejam para si”, alerta Andréa Miranda. A psicóloga explica que competir também faz parte do esporte, mas os pais devem ver na atividade física de seus filhos não uma maneira de conquistar medalhas, mas “uma forma privilegiada de investir na formação da criança”.

Coagir uma criança a praticar um esporte contra sua vontade pode ter conseqüências negativas. “Este fato pode causar um profundo desgosto pelo esporte, em alguns casos para toda a vida”, explica o psicólogo João Ricardo Cozac, presidente do CEPPE – Centro de Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte (www.ceppe.com.br), com sede em São Paulo, e professor responsável pelo curso de Psicologia no Esporte do Instituto Mackenzie.

Ele conta que muitas pessoas que não gostam de praticar esporte tiveram pais que as obrigaram a praticar alguma modalidade na infância. “Esta atitude, em alguns casos, se deve a experiências que foram positivas para os pais, que acabam, então, projetando em seus filhos expectativas que não fazem parte do mundo das crianças, mas de seu próprio universo e histórias de vida”, diz Cozac.

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